Foram os olhos. Foram os olhos dele, quando pousaram, devagar,
sobre os meus olhos…
Foram os olhos dele, tão acesos nos meus, que
encheram os meus olhos de estrelas e de sonhos e de lágrimas [...]
E juro que pensei: não me importava de ficar cega
de tanto o olhar, porque a imprevisível cor de todas as madrugadas
ficará, para sempre, intacta, no meu peito.
[...]Cerro as pálpebras
à inquietação da manhã. Não procuro razões para a súbita armadilha
que foi o seu olhar…
Tantas vezes me apeteceu dizer-lhe[...]
Tantas vezes quis falar-lhe do meu amor, como de barcos que chegam e partem de algum
lugar onde eu gostaria de ter nascido.
Tantas vezes escrevi o nome dele em todas as paredes…
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