segunda-feira, 3 de maio de 2010

só poesia

Foram os olhos. Foram os olhos dele, quando pousaram, devagar,
sobre os meus olhos…

Foram os olhos dele, tão acesos nos meus, que
encheram os meus olhos de estrelas e de sonhos e de lágrimas [...]

E juro que pensei: não me importava de ficar cega
de tanto o olhar, porque a imprevisível cor de todas as madrugadas
ficará, para sempre, intacta, no meu peito.

[...]Cerro as pálpebras
à inquietação da manhã. Não procuro razões para a súbita armadilha
que foi o seu olhar…

Tantas vezes me apeteceu dizer-lhe[...]

Tantas vezes quis falar-lhe do meu amor, como de barcos que chegam e partem de algum
lugar onde eu gostaria de ter nascido.

Tantas vezes escrevi o nome dele em todas as paredes…

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