quinta-feira, 5 de abril de 2012

Para o dia, simplesmente

Para a resposta final das coisas sempre se volta ao ponto de partida, na minha opinião. As mulheres de hoje não se casam mais por objetivo de vida, nem ao menos querem se casar, ou se casam "tarde", e casar não mais implica ter filhos, não é uma condição, ela simplismente deseja ou não. Ela não pára de estudar, de trabalhar de pensar na vida individualmente porque o casamento não é mais uma sociedade sólida e ela pode se dissolver em qualquer crise, traição, incompatibilidade intelectual, etc... E mesmo que fosse uma sociedade pra toda a vida, ainda assim, a sua realização, enquanto ser, está cada vez mais evidente. Então a mulher vive cada vez mais o presente, o momento, com tudo de bom e fascinante que se pode tirar das experiências e mesmo assim não deixa de pensar no seu futuro enquanto mulher. Egoísmo? Talvez! Mas um "egoísmo" construtivo que não deixa alimentar, no outro, os vícios de dependência de incapacidade, enfim... Mas mesmo assim as mulheres ainda se casam, mesmo tendo alimentado um discurso ao logo da vida que não é uma prioridade e nem uma consequencia e se vir a ter filhos é uma forma de projetar seu amor incondicional a alguém e não mais para "segurar um marido". A condição de querer ter filhos nem mesmo depende mais de se ter um marido. Para estas mulheres o prazer da companhia para uma boa conversa, ou do sexo condiz mais com a sua realidade intelectual ou perspectiva. E os homens, como estão se virando com estas mulheres? Os tradicionais que encontram o amor da vida deles e descobrem que esta mulher não é "pra casar" ou até casa mas não disponibiliza todo o tempo da vida que eles sempre acharam que elas deveriam disponibilizar, e fazem sem nenhum "remorso", digamos assim ( não era bem esta palavra que eu queria usar). Como eles estão, supostamente, vivendo e conceituando estes dias que não lhes foi ensinado e nem pre estabelecidos na história de suas vidas?

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