sábado, 17 de abril de 2010

Fico pensando nas fortalezas que criei, nas raízes profundas que lancei para poder suportar toda a andança por caminhos ásperos, perigosos, e como árvore ferida, poder me manter viva e ainda ousar lançar novos brotos, tímidos, mas insistentes, para mostrar que lá no fundo, ainda vivo e sei fazer nascerem novas sementes.
As botas de ferro para consertar meu destino, fincaram profundas raízes, que hoje me mantêm íntegra e altaneira. Não importa o preço pago por existir assim, foi assim que 'me' criei, e foi assim mesmo que me fiz forte para recriar a fonte inesgotável da alegria dentro de mim. Transmutei o velho em novo.
Tudo isso, por causa dos meus sapatos, mania de hoje, sapatos coloridos levam-me aonde quero com quem desejo, para onde decido... Libertei meus pés.

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